Aryna Sabalenka, a destacada jogadora de tênis e atual número um do mundo, expressou sua insatisfação com o calendário da Women’s Tennis Association (WTA), destacando a pressão e o desgaste físico que a temporada de 2026 representa para os atletas. Durante uma coletiva de imprensa, após garantir sua vaga nas quartas de final do Brisbane International, a tenista afirmou que a atual estrutura da temporada é “insana” e prejudicial para os jogadores.
“A temporada é definitivamente insana, e isso não é bom para todos nós, pois vemos muitos jogadores se machucando e as bolas são bastante pesadas”, disse Sabalenka. Sua preocupação se alinha a um padrão crescente de críticas entre os tenistas, que têm ressaltado o número excessivo de torneios obrigatórios e as consequências para a saúde dos atletas.
A jogadora bielorrussa mencionou sua intenção de jogar um calendário mais leve em 2026, reconhecendo que a intensidade das competições tem levado a lesões e desgaste mental. “Este ano, tentaremos gerenciar isso um pouco melhor, mesmo que isso signifique que eu serei multada no final da temporada”, afirmou, referindo-se às sanções financeiras que surgem quando os jogadores não participam de eventos obrigatórios, como os torneios de categoria 1000.
Sabalenka não está sozinha em suas críticas. Em junho do ano anterior, a polonesa Iga Świątek também havia comentado sobre a intensidade do calendário, sugerindo que não faz sentido para as jogadoras competirem em mais de 20 torneios por ano. “Às vezes precisamos sacrificar jogar pelo nosso país porque precisamos acompanhar os WTA 500, caso contrário, teremos um zero no ranking”, destacou Świątek.
Além disso, em 2024, o espanhol Carlos Alcaraz, campeão de seis Grand Slams, expressou preocupações semelhantes, afirmando que os organizadores de torneios “estão nos matando de alguma forma” devido à forma como o ano está estruturado. Essa repetida insatisfação entre os jogadores sugere uma crise crescente no esporte, onde o equilíbrio entre competição e saúde dos atletas precisa ser reconsiderado.
O que se observa é que, se as principais estrelas começarem a faltar a eventos importantes regularmente, as entidades governamentais do tênis podem ser forçadas a agir e revisar o calendário atual. A pressão para manter a integridade física dos atletas deve ser uma prioridade, e as vozes de jogadores como Sabalenka e Świątek estão se tornando cada vez mais relevantes no debate sobre a sustentabilidade do esporte.
O futuro do tênis profissional pode depender da capacidade das organizações de escutar suas estrelas e ajustar o calendário de forma a proteger não apenas a saúde dos jogadores, mas também a qualidade do esporte como um todo. À medida que a temporada avança, será interessante observar como a WTA e a ATP responderão a essas preocupações e se mudanças significativas ocorrerão em breve.
