25/02/2026

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No dia 9 de janeiro de 2026, os países da União Europeia (UE) aprovaram provisoriamente o acordo comercial com o Mercosul, conforme informações obtidas de diplomatas por agências de notícias como a France Presse e Reuters. A aprovação é um passo significativo após mais de 25 anos de negociações e abre caminho para a assinatura oficial do tratado, que está previsto para ocorrer no Paraguai na próxima segunda-feira, 12 de janeiro, pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A formalização da votação ainda depende da confirmação por escrito dos votos até as 17h, horário de Bruxelas, o que corresponde a 13h no Brasil. Essa sinalização positiva é um marco importante, considerando o apoio que o acordo tem recebido de setores empresariais, embora enfrente resistência significativa, especialmente entre agricultores da Europa, como os da França.

O tratado, que visa facilitar o comércio entre a UE e o Mercosul, permitirá ao Brasil, a maior economia do bloco sul-americano, acesso a um mercado de aproximadamente 451 milhões de consumidores. As implicações do acordo não se limitam ao agronegócio, mas também se estendem a diversos segmentos da indústria brasileira, criando novas oportunidades comerciais.

Durante a reunião de embaixadores em Bruxelas, a maioria dos 27 Estados-membros da UE votou favoravelmente ao pacto, apesar da oposição expressa por alguns países, incluindo França e Irlanda. O presidente francês, Emmanuel Macron, reiterou que Paris se oporia ao acordo, argumentando que os benefícios econômicos para a França e para a Europa seriam limitados. Para muitos produtores rurais franceses, o acordo representa uma ameaça, exacerbada pela preocupação com a concorrência de produtos latino-americanos que são frequentemente menos custosos e cujos padrões ambientais divergem dos exigidos na UE.

O acordo comercial em questão prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de estabelecer regras comuns que abrangem o comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Desde 1999, o tratado tem sido objeto de discussões, refletindo a complexidade das relações comerciais entre os dois blocos.

O avanço do acordo para sua fase final na UE é um desenvolvimento significativo, especialmente considerando que a reunião do Conselho do bloco ocorreu em um ambiente de divisões internas. Apesar da oposição de alguns Estados-membros, espera-se que a Comissão Europeia consiga reunir a maioria necessária para a aprovação final.

Se a aprovação for confirmada, Ursula von der Leyen estará habilitada a formalizar o acordo, que criaria a maior área de livre comércio do mundo. A expectativa em torno desse tratado é alta, dado o potencial que ele representa para o comércio e a cooperação entre a Europa e a América do Sul.

Este capítulo nas relações comerciais internacionais destaca não apenas as oportunidades, mas também os desafios enfrentados por diferentes setores em um mundo cada vez mais globalizado. A próxima semana será crucial para determinar o futuro deste acordo que pode moldar o comércio entre os dois blocos por décadas.