10/01/2026
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Aryna Sabalenka critica agenda do tênis e eventos obrigatórios

Aryna Sabalenka, atual número 1 do mundo no tênis, anunciou que pretende reduzir sua agenda de competições em 2026. A jogadora, que segue firme em sua campanha no Brisbane International e se prepara para o Aberto da Austrália, descreveu a atual temporada da WTA como “insana”, destacando as dificuldades físicas que muitos atletas enfrentam.

Sabalenka chamou a atenção para o fato de que o calendário cheio de torneios tem levado a um aumento nas lesões entre os jogadores. Ela mencionou que a pressão para participar de diversas competições torna a situação ainda mais desafiadora. A atleta comentou que a pesagem das bolinhas usadas nos jogos também contribui para o desgaste físico, tornando o esforço ainda mais exigente.

A tenista expressou tristeza em relação às regras da WTA que obrigam a participação em torneios específicos, mesmo que isso gere penalidades financeiras para os jogadores que não conseguem comparecer. Sabalenka explicou que, por mais que tentem administrar melhor sua participação nos torneios ao longo da temporada, muitas vezes são forçados a colocar as competições em primeiro lugar, mesmo que isso não seja saudável.

Ela não é a única a levantar questões sobre a intensidade do calendário. A jogadora Iga Świątek já havia declarado anteriormente que a programação é excessiva, afirmando que não faz sentido jogar mais de 20 torneios em um ano. Ela ressaltou a dificuldade de equilibrar a participação em competições de nível super alto com compromissos de representação do país.

Carlos Alcaraz, multicampeão de Grand Slam, também fez críticas ao formato atual do circuito, alertando que os organizadores estão sobrecarregando os atletas com a estrutura do calendário. Apesar das reclamações, não há sinais de que mudanças significativas ocorram em breve.

Se os principais jogadores começarem a faltar a eventos importantes de forma recorrente, é possível que as entidades responsáveis pelo tênis sintam a pressão para reavaliar suas exigências. O futuro do circuito poderá depender, em parte, da capacidade dos atletas de gerenciar sua saúde e desempenho em meio a um calendário cada vez mais exigente.