Durante os dias de frio intenso, as companhias aéreas adotam diversas medidas de segurança para garantir a operação de seus voos. Uma dessas medidas é a suspensão do fornecimento de água nos aviões. Isso aconteceu recentemente em um voo da Wizz Air, que partiu de Palermo, na Itália, com destino a Modlin, na Polônia. Na noite do voo, as temperaturas no aeroporto em Modlin chegaram a atingir -10 graus Celsius.
Os passageiros a bordo do voo W61406 foram surpreendidos com uma comunicação do piloto logo após a decolagem. Ele informou que não haveria água corrente disponível durante o voo, além de não serem servidos alimentos ou bebidas quentes. Uma das comissárias de bordo repetiu a mensagem, explicando que apesar da falta de água, os passageiros poderiam usar as toaletes, onde uma garrafa de água estava disponível para higienização das mãos. O piloto e a equipe de bordo pediram desculpas pelos inconvenientes causados pelas baixas temperaturas em Modlin.
Nas toaletes, os passageiros encontraram uma garrafa de água de 1,5 litros e também sabão disponível. Os banheiros nos aviões funcionam com um sistema a vácuo, o que possibilitou que a operação do voo ocorresse, mesmo com a ausência de água nos lavatórios. O avião conseguiu pousar em Modlin quase meia hora antes do previsto, às 18h55.
A escolha de desligar o abastecimento de água é uma medida de segurança adotada devido ao risco associado às baixas temperaturas. A água nos aviões é armazenada em tanques localizados abaixo do chão da cabine. Se essa água não for esvaziada adequadamente antes de um pouso em temperaturas muito frias, ela pode congelar, danificando os canos e causando vazamentos quando descongelar. Isso não só danifica a infraestrutura do avião, como também pode afetar os sistemas elétricos, resultando em custos altos para a companhia aérea.
Dessa forma, é crucial que as companhias aéreas garantam que essas medidas sejam tomadas com antecedência, mesmo que isso signifique operar voos com sistema de água desativado.
