O presidente da Argentina, Javier Milei, fez declarações sobre sua posição em relação ao Brasil e à situação na Venezuela. Durante uma entrevista ao jornalista Andrés Oppenheimer, da CNN, Milei afirmou que não tem nada a discutir com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre a recente ação dos Estados Unidos que resultou na prisão do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
Milei se tornou um defensor da intervenção americana e, ao comentar sobre as propostas de Lula para uma solução diplomática para a crise na Venezuela, ele sinalizou que isso estaria relacionado ao que chamou de “socialismo do século 21”. Ele destacou que as soluções defendidas por aliados desse modelo não deveriam permitir que os responsáveis pelas crises passadas fossem penalizados.
Além disso, a relação diplomática entre Argentina e Venezuela está mudando. O Itamaraty, órgão responsável pela política externa brasileira, deixará de representar os interesses argentinos no país vizinho, já que a administração de Milei não possui representação diplomática na Venezuela há quase dois anos. A embaixada argentina deve, a partir de agora, ser tutelada pela Itália.
Milei também falou sobre as próximas eleições no Brasil, destacando que acredita que a decisão deve ser exclusivamente dos brasileiros. Entretanto, ele anunciou que tem afinidade com a família Bolsonaro e que preferiria vê-los vencendo as eleições em 2026, ao invés de uma vitória associada ao socialismo. Milei não se posicionou sobre a possibilidade de dialogar com Lula, caso o petista seja reeleito, mas reforçou que a cooperação comercial entre os dois países poderia prosseguir, independentemente da divergência ideológica.
Por fim, após a entrevista, Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à presidência, mostrou apoio às declarações de Milei e comentou nas redes sociais que, a partir de 2027, a Argentina não só terá um amigo no Brasil, mas também um parceiro comercial genuíno.
