15/01/2026
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Petrobras lança concurso: oportunidades e desafios para bancários

A situação nas agências de varejo do Banco do Brasil (BB) tem se tornado cada vez mais alarmante, à medida que a falta de funcionários impacta negativamente tanto os trabalhadores quanto os clientes. Com um número crescente de cargos vagos, também conhecidos como “claros”, e a transferência de funcionários para escritórios digitais, as unidades enfrentam uma sobrecarga que compromete a qualidade do atendimento.

O Sindicato dos Bancários, representado por Antonio Netto, dirigente da Fetec-CUT/SP, expressou a necessidade urgente de preencher essas vagas e de realizar um novo concurso público. Netto destaca que, como uma instituição pública, o Banco do Brasil tem a responsabilidade de garantir um atendimento de qualidade à população. “É inadmissível que bancários sigam cada vez mais sobrecarregados nas unidades e o atendimento precarizado”, afirmou.

Além da demanda por novos concursos, o Sindicato também se posicionou contra qualquer iniciativa do BB que vise o fechamento de agências. “O BB tem uma importante função social, da qual faz parte oferecer atendimento de qualidade para a população”, enfatizou Netto.

Condições de Atendimento Precarizadas

Na primeira semana de 2026, durante visitas a agências na Regional Osasco do Sindicato, foram identificadas três unidades operando com atendimento contingenciado. Essas agências, localizadas nos bairros Jardim Santo Antônio, Jardim Bela Vista e Avenida Presidente Médici, estavam limitando a entrada dos clientes de acordo com a capacidade de atendimento, uma prática que se tornou preocupantemente comum.

Diego Carvalho, representante dos funcionários do BB na Regional Osasco, relatou que a situação é tão crítica que clientes estavam aguardando atendimento expostos ao sol, e pessoas idosas se sentavam no chão do autoatendimento. “Essa situação não pode ser normalizada de forma alguma”, afirmou Carvalho, destacando que a precarização do atendimento se tornou uma norma institucional dentro do Banco do Brasil.

O dirigente aponta que existe até um normativo que permite o contingenciamento do atendimento, onde a necessidade de limitar o acesso é registrada no Sistema Geral de Continuidade de Negócios, que posteriormente é analisado pela superintendência administrativa. “É a precarização das agências de varejo e do atendimento normalizada institucionalmente no Banco do Brasil”, indigna-se Carvalho.

Responsabilidade do Banco e Mobilização Sindical

É importante esclarecer que os gestores das agências não são os responsáveis pela falta de funcionários; eles também enfrentam o dilema de manter o funcionamento regular das unidades sob condições adversas. A pressão para atender a demanda dos clientes, ao mesmo tempo em que lidam com a escassez de pessoal, gera uma situação insustentável. “É preciso que o banco assuma a responsabilidade e garanta condições de trabalho adequadas para os bancários e atendimento digno para a população”, concluiu Carvalho.

O cenário desenhado nas agências de varejo do Banco do Brasil reflete uma crise que precisa ser urgentemente abordada. A falta de funcionários não afeta apenas os trabalhadores, mas compromete a qualidade do serviço prestado à população, evidenciando a necessidade de uma resposta rápida e efetiva por parte da instituição.

Sobre o autor: Antônio

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