16/01/2026
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Damares Alves revela lista de igrejas na CPI do INSS

A senadora Damares Alves, integrante do partido Republicanos e representante do Distrito Federal, gerou polêmica recentemente ao divulgar uma lista de igrejas e pastores que foram mencionados na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A divulgação aconteceu na quarta-feira, 14 de janeiro, e surge em um contexto de intensas discussões sobre fraudes relacionadas a benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A polêmica teve início quando o pastor Silas Malafaia, uma figura proeminente no cenário evangélico brasileiro, utilizou suas redes sociais para questionar as declarações de Damares Alves. A senadora havia declarado que algumas grandes igrejas e seus líderes estariam envolvidos em um esquema de fraudes que afetaria aposentados e pensionistas, o que rapidamente gerou reações de diversos setores, principalmente entre os líderes religiosos citados.

No vídeo, Malafaia exigiu explicações da senadora e defendeu a integridade das igrejas e pastores mencionados. A resposta de Damares Alves foi contundente; ela não apenas reafirmou suas declarações, mas também apresentou uma lista detalhada dos nomes que haviam sido alvo de convocações ou convites para depor na CPMI do INSS. Essa atitude foi interpretada como uma tentativa de esclarecer a situação e dar mais transparência ao processo.

A CPMI do INSS foi criada para investigar denúncias de fraudes que envolvem o sistema de previdência social, um tema que mobiliza não apenas o governo e a sociedade civil, mas também a comunidade religiosa, dado o papel significativo que as igrejas desempenham na vida de muitos brasileiros.

Os impactos dessas declarações e da lista divulgada por Damares ainda estão se desenrolando. Enquanto alguns líderes evangélicos defendem que as acusações são infundadas e prejudiciais, outros reconhecem a necessidade de uma investigação rigorosa para garantir a lisura do sistema previdenciário. A questão central gira em torno da preservação da imagem das instituições religiosas e a necessidade de responsabilização por eventuais desvios de conduta.

O cenário revela um embate não apenas político, mas também moral e ético, onde a fé e a política se entrelaçam de maneiras complexas. A posição da senadora Damares Alves, que já foi ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, reflete seu compromisso em abordar questões sociais e éticas de forma veemente, mesmo diante de reações adversas.

Com a CPMI do INSS em andamento, espera-se que novos desdobramentos ocorram nas próximas semanas, à medida que mais líderes e representantes de igrejas sejam convocados para prestar esclarecimentos sobre os assuntos em pauta. O caso destaca a necessidade de um debate mais amplo sobre a relação entre religião e política no Brasil, especialmente em um momento em que a confiança nas instituições está em xeque.

Assim, a situação se torna um campo fértil para discussões sobre a responsabilidade social das organizações religiosas e o papel que desempenham na sociedade brasileira contemporânea.

Sobre o autor: Antônio

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