O filme brasileiro O Agente Secreto chega ao Globo de Ouro neste domingo (11 de janeiro) com uma trajetória impressionante, acumulando mais de 50 prêmios nacionais e internacionais. Com 54 troféus conquistados em 35 festivais, incluindo as prestigiosas categorias de Melhor Diretor e Melhor Ator no Festival de Cannes, a produção dirigida por Kleber Mendonça Filho apresenta uma campanha robusta, superando a concorrência de Ainda Estou Aqui, que no ano passado tinha uma campanha em crescimento.
Quando Ainda Estou Aqui foi ao Globo de Ouro em 2024, o filme, que estreou no Festival de Veneza, havia conquistado 17 prêmios em 12 festivais. Em contraste, O Agente Secreto já havia acumulado um número consideravelmente maior de vitórias, reforçando sua posição como um dos favoritos na premiação. O desempenho quantitativo da nova obra não apenas reflete seu reconhecimento em festivais, mas também aumenta suas chances de sucesso nas premiações internacionais.
As indicações deste ano são históricas para o cinema brasileiro, sendo a primeira vez que um filme do país concorre em três categorias no Globo de Ouro: Melhor Filme – Drama, Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme – Drama, com Wagner Moura recebendo a indicação. Em anos anteriores, produções brasileiras foram lembradas apenas na categoria de Melhor Filme em Língua Não Inglesa.
A trajetória de O Agente Secreto é marcada por um reconhecimento crescente, especialmente entre associações de críticos nos Estados Unidos, como o New York Film Critics Circle e a Los Angeles Film Critics Association. A produtora executiva, Dora Amorim, destaca a importância de ver um filme brasileiro, realizado em Recife, competindo em uma arena dominada por Hollywood. Segundo ela, essa visibilidade é crucial para a cultura brasileira e para a indústria cinematográfica nacional.
Além de conquistas tradicionais, o filme também se destacou em premiações inusitadas, como o troféu Golden Beast, recebido pela gata Carminha em reconhecimento às atuações das personagens Liza e Elis. O The New York Times também elogiou a atuação da atriz Tânia Maria, destacando-a como uma das melhores do ano.
A campanha de O Agente Secreto nos Estados Unidos tem se mostrado eficaz, especialmente com a distribuição feita pela Neon, conhecida por seu trabalho com títulos que ganharam o Oscar, como Parasita. Amorim comenta que a equipe está intensamente engajada em promover o filme, participando de eventos e encontros com membros da Academia para garantir que o filme alcance o maior número de pessoas possível.
O impacto das redes sociais também não pode ser subestimado. Embora a campanha não seja centrada nessas plataformas, o engajamento digital tem sido importante. Amorim menciona que é a primeira vez que participa de uma campanha tão estruturada nas redes sociais e reconhece a viralização de memes e postagens que ajudaram a aumentar a visibilidade do filme.
À medida que as semanas se aproximam do Oscar, a expectativa em torno de O Agente Secreto continua a crescer. Com uma campanha sólida e um filme que já deixou sua marca no cenário internacional, as próximas premiações serão decisivas para consolidar o sucesso da obra e do cinema brasileiro como um todo.
