14/01/2026
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Azul pode atingir R$ 15,7 bi com conversão de bônus

Na última terça-feira, 13 de janeiro, a companhia aérea Azul (AZUL53) comunicou ao mercado uma importante atualização sobre sua estrutura de capital. A empresa anunciou que seu capital social poderá atingir até R$ 15,7 bilhões após a conversão de bônus de subscrição de ações, uma medida que faz parte de seu plano de recuperação judicial em andamento.

Em um fato relevante divulgado, a Azul informou que recebeu a intenção de exercício por parte de investidores de 6,198 bilhões de bônus de subscrição de ações preferenciais. Essa movimentação gerará a necessidade de emissão de até 96,3 bilhões de novas ações preferenciais.

A mudança significativa na estrutura acionária da Azul ocorre na sequência de uma oferta de ações que totalizou R$ 7,4 bilhões, também no âmbito do plano de recuperação judicial que está sendo conduzido nos Estados Unidos. A companhia explicou que, além dos bônus de subscrição já mencionados, também recebeu pedidos para o exercício de 445,47 bilhões de bônus de subscrição de ações preferenciais. Isso resultará na emissão de 6,92 bilhões de novas ações preferenciais.

Adicionalmente, a Azul precisará emitir 450,2 bilhões de bônus de subscrição de papéis ordinários, o que demandará a emissão de impressionantes 10,39 trilhões de novas ações. A expectativa é que, após a conversão obrigatória de papéis preferenciais em ordinários, o capital social da empresa se repartirá em até 591,9 trilhões de ações ordinárias.

A companhia anunciou que a homologação do aumento de capital será realizada em uma reunião do conselho de administração agendada para quarta-feira. Este movimento é um componente essencial para a recuperação financeira da Azul, proporcionando à empresa uma base de capital mais robusta para enfrentar os desafios impostos pela crise econômica e pela pandemia que afetou severamente o setor de aviação.

A ação da Azul, no entanto, já foi impactada negativamente, com uma queda de 69,5% após a conversão de papéis preferenciais em ordinários, o que destaca a volatilidade e a incerteza que cercam o mercado de ações neste período de transição. A companhia enfrenta o desafio de restaurar a confiança dos investidores enquanto implementa sua estratégia de recuperação.

Em um cenário mais amplo, a situação da Azul reflete os desafios enfrentados por muitas companhias aéreas ao redor do mundo, que estão se adaptando a uma nova realidade pós-pandemia. A transformação de sua estrutura de capital pode ser um passo crucial para a sustentabilidade a longo prazo da empresa e para a recuperação do setor aéreo como um todo.

Sobre o autor: Antônio

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