10/01/2026
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Câncer de mama em mulheres jovens: entenda os motivos crescentes

Bruna Furlan, de 24 anos e neta do humorista Carlos Alberto de Nóbrega, anunciou em suas redes sociais que foi diagnosticada com câncer de mama. O tipo de câncer identificado é o carcinoma mamário invasivo não especial, um dos mais comuns entre mulheres.

Bruna informou que iniciará imediatamente o tratamento, que incluirá quimioterapia, cirurgia e radioterapia. Em seu relato, ela revelou que está enfrentando metástase, o que significa que o câncer se espalhou para outras partes do corpo. A jovem decidiu compartilhar sua experiência pública, destacando que, durante sua jornada, ficou surpresa ao descobrir que o câncer de mama tem afetado cada vez mais mulheres jovens.

Estudos recentes apontam um aumento alarmante no número de diagnósticos desse tipo de câncer em mulheres abaixo dos 40 anos. Em 2009, apenas 7,9% dos casos eram registrados nessa faixa etária, mas em 2020 esse percentual subiu para 21,8%. Além disso, outra pesquisa feita entre 2016 e 2018 indicou que 43% dos casos de câncer de mama ocorreram em mulheres com menos de 50 anos e 17% foram diagnosticados em mulheres com menos de 40 anos.

Os especialistas apontam dois fatores principais para esse aumento. O primeiro é o estilo de vida, que inclui a maternidade tardia, maior obesidade, alimentação inadequada e sedentarismo. O segundo fator é o avanço na detecção precoce, com exames que conseguem identificar o câncer em estágio inicial.

Os principais sintomas a serem observados são a presença de nódulos ou caroços nas mamas, além de possíveis vazamentos de líquido, alterações, retrações ou aumento no tamanho das mamas. Quando diagnosticado precocemente, o câncer de mama tem uma taxa de cura que pode chegar a 95%.

No Brasil, o câncer de mama é o segundo mais comum entre as mulheres, correspondendo a 10,5% dos diagnósticos. Globalmente, a Organização Mundial da Saúde informa que a doença afeta cerca de 2,3 milhões de mulheres por ano. Para ajudar na detecção, o Ministério da Saúde recomenda que mulheres a partir dos 50 anos realizem mamografias a cada dois anos.

O tratamento pode variar conforme a fase da doença e o tipo de tumor, podendo incluir opções como cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapias-alvo.