16/01/2026
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Defesa do basquete da Virginia mostra potencial para vencer em março

Virginia Cavaliers Vencem Louisville em Grande Estilo no Basquete Masculino

O time de basquete masculino da Universidade da Virgínia (UVA) teve uma apresentação impressionante na noite de terça-feira ao derrotar o Louisville Cardinals. Este jogo aconteceu em um momento em que os Cardinals, amplamente comentados na mídia como uma das equipes promissoras para a temporada 2025-26, enfrentaram dificuldades, especialmente devido à ausência do seu principal jogador, Mikel Brown, que se recupera de uma lesão. Desde que Brown saiu de campo, o desempenho de Louisville caiu significativamente.

A vitória da UVA contra os Cardinals foi especialmente notável no que diz respeito à defesa. O time de Virgínia permitiu que o Louisville marcasse apenas 1.058 pontos por posse de bola, uma de suas piores atuações ofensivas da temporada. Os Cardinals registraram a sua menor porcentagem de arremessos efetivos, com 43,3%, em 17 jogos disputados.

Um dos destaques da partida foi o ex-jogador da Virginia, Isaac McKneely, que conseguiu 23 pontos, demostrando ser um dos poucos jogadores efetivos do Louisville. A defesa da UVA se destacou com nove bloqueios durante o jogo, sendo quatro deles de Johann Gruenloh e três de Ugonna Onyenso. O time de Virgínia manteve o Louisville com uma baixa porcentagem de 26,3% de acertos nos arremessos de três pontos, apesar das tentativas dos jogadores adversários.

Desde o início dos jogos da Conferência Atlética da Costa do Atlântico (ACC), a defesa da Virginia tem se mostrado muito eficiente. De acordo com estatísticas, a UVA ocupa o primeiro lugar nacional em eficiência defensiva ajustada e o segundo lugar em porcentagem de arremessos efetivos permitidos. Além disso, o time é classificado em 10º lugar em defesa contra arremessos de três pontos.

A melhoria da defesa da UVA tem sido evidente nos últimos jogos. Durante a fase de não-conferência, a equipe estava na 60ª posição em eficiência defensiva. Após apenas cinco jogos da ACC, essa posição subiu para o 16º lugar, um progresso notável.

Esse avanço defensivo não é apenas um reflexo de enfrentar times com um ataque mais fraco. UVA competiu contra equipes razoáveis e, mesmo assim, limitou todos os seus adversários a menos de 1.0 pontos por posse de bola. O sistema defensivo da Virginia funciona bem ao direcionar os jogadores adversários para a presença de Onyenso e Gruenloh, que se destacam como bloqueadores de arremessos.

O técnico Ryan Odom ressaltou a importância da presença desses jogadores, afirmando que eles ajudam a proteger a cesta sem cometer muitas faltas, o que fortalece a defesa da equipe.

Onyenso e Gruenloh se destacam estatisticamente, ocupando o primeiro e o oitavo lugar, respectivamente, em taxa de bloqueios no país, ambos com uma média de 2,6 bloqueios por jogo. A presença física deles nos entornos próximos à cesta força os oponentes a tomar decisões mais difíceis em seus arremessos.

Além do desempenho individual de seus jogadores, a UVA apresenta uma defesa em equipe mais sólida. O jogador Malik Thomas, por exemplo, tem demonstrado um bom entendimento do sistema defensivo e melhorou seu desempenho nas divisões de responsabilidade.

A equipe técnica de Virginia também implementou novas táticas defensivas, tornando o sistema menos previsível. Isso é importante para disfarçar as fraquezas individuais dos jogadores.

A ausência de Jacari White, um jogador cuja presença se faz sentir mais no ataque, levantou a questão de como isso impactou a defesa da equipe. Embora White seja um bom arremessador, ele também tem problemas defensivos, especialmente ao defender em rodízios.

Por outro lado, o desempenho defensivo não só se baseia em jogadores individuais. O time enfrenta seus desafios, como a forma como alguns jogadores, como o reserva Devin Tillis, se ajustam. Apesar das limitações defensivas de alguns, a UVA pode contar com suas habilidades de bloqueio, que ajudam a minimizar erros e falhas.

Além disso, a UVA também está aumentando a intensidade de seu jogo, com uma média de 17 segundos por posse de ataque. Em termos defensivos, a equipe está controlando os arremessos e evitando que os adversários façam tentativas próximas à cesta. Essa estratégia defensiva mostra que, mesmo com um estilo de jogo diferente, a UVA continua sendo um competidor formidável na conferência.

A evolução da defesa da UVA levanta questões sobre o seu potencial, mas a equipe parece estar se firmando como uma força defensiva, mesmo sem alguns dos jogadores defensivos que costumavam ser essenciais para o sucesso do time nas últimas temporadas. A capacidade de ajustar-se e se moldar ao estilo do técnico Odom pode determinar a eficácia da defesa da equipe ao longo do restante da temporada.