O dólar teve queda acentuada nesta terça-feira, fechando em R$ 5,09, uma desvalorização de 1% frente ao real. O movimento é atribuído pelos agentes de mercado a uma trégua nas tensões geopolíticas entre Irã e Estados Unidos e a uma forte queda nos preços internacionais do petróleo.
O anúncio de um cessar-fogo entre as duas nações trouxe alívio aos mercados globais, reduzindo a busca por ativos considerados de refúgio, como o dólar americano. Simultaneamente, a commodity teve uma queda expressiva, o que também exerceu pressão para baixo sobre a moeda norte-americana.
Com isso, a moeda norte-americana atingiu seu menor patamar em quase dois anos. A queda do dólar foi observada tanto no mercado à vista quanto nos contratos futuros. Analistas apontam que o cenário externo mais favorável permitiu que investidores estrangeiros aumentassem suas posições em ativos brasileiros.
A notícia do recuo da moeda americana foi amplamente divulgada pelos principais veículos de economia do país. O UOL Economia destacou a cotação de fechamento em R$ 5,09. Já o Valor Econômico registrou que, durante o dia, a moeda chegou a cair até R$ 5,07, confirmando o tom fraco das negociações.
A BBC, por sua vez, abordou em detalhes o impacto da queda do petróleo após o anúncio do cessar-fogo, explicando como esse fator externo influencia a economia brasileira e a taxa de câmbio. A combinação desses eventos criou um ambiente propício para a valorização do real frente ao dólar.
O desempenho do mercado de câmbio é acompanhado de perto por importadores, exportadores e pelo governo, devido aos seus reflexos na inflação e na atividade econômica. A sessão de hoje mostra uma reversão significativa em relação às altas registradas em semanas anteriores, quando as tensões no Oriente Médio estavam no auge.
