13/03/2026
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Greve de ônibus paralisa São Luís

Uma greve de ônibus na Grande São Luís deve começar nas primeiras horas desta sexta-feira, 13 de março. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Rodoviários do Maranhão.

A paralisiação foi remarcada após nova deliberação da diretoria do sindicato. Inicialmente, a categoria havia anunciado o início da greve para a quinta-feira, 12, mas a data foi alterada após orientação jurídica.

Em entrevista, o presidente do sindicato, Marcelo Brito, afirmou que a mudança busca garantir o cumprimento do prazo legal. O objetivo também é dar mais tempo para que as empresas regularizem o pagamento de um reajuste salarial determinado pela Justiça do Trabalho.

Segundo Brito, nenhuma empresa do sistema de transporte coletivo efetuou o pagamento do reajuste definido pela Justiça. “Todas as empresas estão nessa situação”, disse ele, acrescentando que nenhum trabalhador do sistema urbano ou semiurbano recebeu com o aumento.

A greve pode provocar impactos no transporte público da capital maranhense, afetando milhares de passageiros que dependem do serviço diariamente. A nova paralisiação ocorre em meio a uma série de problemas enfrentados pelo sistema de transporte coletivo de São Luís desde o início do ano.

De acordo com o sindicato, cerca de 4,5 mil a 5 mil trabalhadores atuam atualmente no sistema de transporte público da Grande São Luís. Durante a entrevista, Marcelo Brito também afirmou que algumas empresas descontaram valores referentes a dias de paralisação anteriores, mesmo após acordo na Justiça.

Em fevereiro, após uma paralisiação no sistema, foi firmado um acordo mediado pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA). Entre os pontos definidos estava o pagamento integral dos salários atrasados dos trabalhadores do sistema urbano.

Paralelamente às negociações, o Ministério Público ingressou com uma Ação Civil Pública contra a Prefeitura de São Luís, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SET), os consórcios e as empresas de ônibus.

Na ação, o órgão solicita a adoção de medidas urgentes para regularizar o funcionamento do transporte coletivo. Entre as propostas está o aumento do subsídio pago às empresas por passageiro transportado, que atualmente é de R$ 1,35 e poderia passar para R$ 2,15.

A população tem convivido com ameaças de paralisação, interrupções no serviço e redução de linhas. A ação do MP busca garantir o equilíbrio financeiro do sistema e evitar novas interrupções no serviço de transporte na capital.