10/01/2026

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A busca pela prisão de João Ricardo Mendes, proprietário da Hurb, resultou em um impasse nesta sexta-feira, quando dois policiais militares e uma oficial de Justiça se dirigiram à sua residência, localizada no Condomínio Santa Helena, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O empresário, que foi detido na última segunda-feira no aeroporto de Jericoacoara (CE) portando um documento falso e com uma tornozeleira eletrônica descarregada, estava sob uma ordem de prisão preventiva decretada pela Justiça do Rio na quarta-feira.

Durante a tentativa de cumprimento do mandado, os agentes se depararam com a informação de que Mendes não estava no local desde 28 de dezembro. O caseiro da mansão informou que o empresário não aparecia, o que levanta questões sobre o paradeiro atual dele. Ao decretar a prisão, a Justiça do Rio afirmou que não possuía informações sobre se Mendes ainda estava detido em Ceará ou se tinha sido liberado.

Mandato de Prisão e Implicações Legais

Conforme consta no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), o mandado de prisão contra João Ricardo Mendes está classificado como “pendente de cumprimento”. A defesa do empresário, representada pelo advogado Vicente Donnici, não se manifestou sobre a localização de Mendes, mas declarou que a nova decretação de prisão seria inadequada, alegando que o cliente não descumpriu nenhuma das medidas cautelares impostas anteriormente. Donnici também informou que a decisão seria contestada judicialmente.

Enquanto isso, a situação da Hurb, que tem gerado preocupações entre os consumidores, permanece delicada. Gabriel de Britto Silva, advogado especializado em direito do consumidor, enfatizou que a prisão de Mendes, ainda que efetivada, não resolverá os problemas enfrentados pelos milhares de consumidores que buscam indenizações devido aos serviços não prestados pela empresa. Até o momento, as ações civis públicas movidas pelo Ministério Público do Rio e pelo Instituto Brasileiro de Cidadania ainda não avançaram para a fase de sentença.

Consequências para os Consumidores

A Hurb não apresentou um pedido de recuperação judicial, e a falência da empresa também não foi decretada, o que deixa os consumidores em uma situação de incerteza. A expectativa é de que as ações judiciais em andamento possam proporcionar alguma forma de reparação para aqueles que se sentiram lesados pelos serviços da empresa.

O caso de João Ricardo Mendes e da Hurb exemplifica a complexidade das relações entre consumidores e empresas no Brasil, especialmente em situações onde a confiança e os direitos do consumidor são comprometidos. A ausência do empresário e as dificuldades na recuperação dos direitos dos consumidores indicam um desafio significativo para o sistema jurídico e para os órgãos responsáveis pela proteção do consumidor.

Com a prisão de Mendes ainda não concretizada e a Hurb em uma situação financeira indefinida, os consumidores continuam aguardando por soluções que garantam seus direitos e a devolução de valores pagos pelos serviços prometidos, mas não entregues.

Sobre o autor: Antônio

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