10/01/2026

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Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem benefícios acima do salário mínimo, que neste ano está fixado em R$ 1.621, aguardam a divulgação do índice de correção de seus benefícios, marcada para esta sexta-feira, dia 9 de janeiro de 2026. Essa atualização é baseada na variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulada entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025.

É importante ressaltar que, como tem sido a prática nos últimos anos, os beneficiários que recebem acima do salário mínimo não terão um ganho real no reajuste. A correção será feita apenas em conformidade com a inflação, sem qualquer aumento adicional que ultrapasse a alta dos preços.

O índice de correção aplicado para aqueles que recebem benefícios superiores ao piso será inferior ao reajuste de 6,79% concedido para quem recebe o salário mínimo. Isso se deve ao fato de que o piso previdenciário é ajustado de acordo com a inflação medida pelo INPC nos 12 meses anteriores a novembro do ano anterior, além da variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes, sendo limitado a 2,5% segundo a regra fiscal vigente.

Elimar Mello, advogado especializado em direito previdenciário, destaca que muitos aposentados enfrentam uma cesta de consumo que é pressionada por itens que tendem a ter aumento superior à inflação média, como medicamentos, planos de saúde e serviços de cuidadores. Quando esses custos aumentam além do INPC, o reajuste anual do benefício se torna insuficiente para manter o padrão de vida desejado.

Para lidar com essa realidade, Mello recomenda que os aposentados adotem um planejamento financeiro mais conservador, prevendo gastos com saúde que possam superar a inflação e mantendo uma reserva de emergência maior e mais acessível, devido à incerteza e ao alto custo associado a eventos de saúde na aposentadoria.

Atualmente, cerca de 21,9 milhões de benefícios do INSS são concedidos a quem recebe até um salário mínimo, representando 62,5% do total de 35,15 milhões de benefícios da Previdência Social. O teto do INSS, ou seja, o valor máximo que pode ser pago em benefícios, também sofre reajuste pela variação do INPC.

Os segurados que se aposentaram ou começaram a receber pensão ou auxílio ao longo de 2025 terão uma correção proporcional no primeiro reajuste, que corresponderá à variação do INPC entre o mês em que o benefício foi concedido e o fim do ano, calculando-se a partir do número de meses de concessão.

Os pagamentos para os beneficiários que recebem acima do salário mínimo estão programados para começar no dia 2 de fevereiro. A data de recebimento pode ser verificada pelo número final do cartão de benefício, desconsiderando o último dígito verificador.

Além disso, os aposentados e pensionistas devem estar cientes de que os valores reajustados poderão ter descontos do Imposto de Renda, caso estejam acima do limite de isenção. Mello ressalta que a nova tabela do Imposto de Renda zera a tributação para quem tem renda mensal tributável de até R$ 5.000 e reduz gradualmente para aqueles com renda entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350. Os segurados com mais de 65 anos também têm direito a uma cota extra de isenção sobre o valor do benefício.

Com essa atualização no reajuste das aposentadorias, espera-se que os beneficiários se preparem para os impactos financeiros que podem surgir ao longo do ano, especialmente em um cenário de inflação que pode afetar diretamente seu poder de compra.

Sobre o autor: Antônio

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