A Yanmar está presente no Brasil desde os anos 1960, com fábrica em Indaiatuba (SP). Durante a Agrishow 2026, Marcio Peruchi, do CompreRural, entrevistou Wagner Santaniello, gerente de inovação e marketing da Yanmar América do Sul, que confirmou o início da construção de uma nova planta industrial no país.
O projeto foi anunciado em 2025, com investimento de R$ 280 milhões, financiado com capital próprio. A nova fábrica vai unificar as duas unidades existentes em Indaiatuba em uma estrutura única. Segundo Santaniello, a ideia é concentrar produção, logística e futuramente a estrutura administrativa.
A construção começa em maio de 2026, dividida em três fases. A fase 1, em 2027, transfere a área fabril e montagem de máquinas. A fase 2, até 2028, migra a operação de peças e distribuição. A fase 3, até 2030, consolida áreas administrativas, comerciais e corporativas. A operação deve começar em agosto de 2027.
Atualmente, a Yanmar produz cerca de 5 mil máquinas por ano no Brasil, próximo do limite da capacidade. A expectativa é elevar o quadro de funcionários de 300 para 500 até 2030, além de gerar empregos indiretos. A empresa projeta que o mercado nacional alcance 70 mil máquinas por ano até 2030, com participação entre 10% e 12%, o que representaria 7 mil unidades anuais.
O foco da Yanmar é o pequeno agricultor, em setores como café, pecuária e hortifruti. A empresa aposta na resiliência desses nichos, mesmo com crédito restrito e incertezas econômicas. “Nosso foco é o pequeno agricultor. Segmentos como café, pecuária e hortifruti seguem aquecidos”, afirmou Santaniello.
A estratégia de inovação combina transferência global de soluções com adaptação local. A Yanmar atua em mais de 18 países. Entre as frentes de expansão, está a cultura da cana-de-açúcar. “A ideia é oferecer uma solução completa para o produtor, não apenas o trator”, explicou.
Para 2026, o crescimento deve ser moderado, mas a empresa espera retomada a partir de 2027. O investimento é baseado em visão estrutural de crescimento do agro brasileiro. “O investimento não responde ao curto prazo, mas sim a uma visão estrutural de crescimento do agro brasileiro”, concluiu.
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