29/05/2026
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Justiça mantém R$ 300 mil por falha médica em hospital de Bonito

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) manteve a condenação do Hospital Darci João Bigaton e da Prefeitura de Bonito ao pagamento de R$ 300 mil em indenizações à família de Glaucilene Martins. A jovem, de 29 anos, morreu dois dias após receber alta médica. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (29).

O processo tramita desde 2013. Os desembargadores negaram recurso do hospital e confirmaram a sentença da 1ª Vara de Bonito, de 3 de dezembro de 2025. A condenação inclui indenização por danos morais e pensão aos filhos da vítima. A Justiça entendeu que houve falha na prestação do serviço de saúde, com nexo causal entre o atendimento e a morte.

As indenizações por danos morais são de R$ 100 mil para cada um dos três autores da ação: a mãe e os dois filhos de Glaucilene. Também foi mantida a pensão mensal aos filhos até que completem 25 anos.

De acordo com o processo, Glaucilene foi atingida por um golpe de punhal no seio direito em 30 de junho de 2012. Ela chegou ao hospital às 17h30 e foi atendida cerca de uma hora depois. Na chegada, apresentava palidez, sudorese intensa, náuseas e vômitos.

O médico classificou o caso como trauma na mama, prescreveu antibióticos e pediu exames. Por volta das 22h, ele concluiu que o ferimento era superficial, receitou medicamentos e orientou repouso. Glaucilene passou a madrugada no hospital e recebeu alta às 7h do dia 1º de julho, sem melhora significativa. Ela foi orientada a voltar no dia seguinte para tomar vacina antitetânica.

No dia 2 de julho, a jovem retornou com fortes dores abdominais. Exames indicaram infecção generalizada. A ação afirma que a demora para identificar a gravidade do caso reduziu as chances de recuperação. Glaucilene foi internada novamente, mas o hospital não tinha estrutura para tratamento intensivo. O médico pediu transferência, mas ela teve uma parada cardiorrespiratória antes da remoção. O óbito foi às 6h10 do dia 3 de julho de 2012. A irmã da vítima disse à polícia que Glaucilene passou as últimas horas com fortes dores, falta de ar e pedindo socorro.