Jurgen Klopp, ex-treinador de clubes de renome como Borussia Dortmund e Liverpool, surpreendeu o mundo esportivo ao assumir o cargo de diretor global de futebol da Red Bull. Sua chegada ao conglomerado, que possui uma vasta rede de clubes ao redor do mundo, levantou questionamentos sobre a compatibilidade de sua filosofia apaixonada e tradicional com uma marca frequentemente vista como “artificial” pelos torcedores.
A Red Bull é proprietária de várias equipes, incluindo o RB Leipzig (Alemanha), o RB Salzburg (Áustria) e o New York Red Bulls (Estados Unidos), além de outras participações em clubes europeus. Essa extensa rede, composta em sua maioria por times sem grande tradição, trouxe um certo estranhamento em relação ao papel de Klopp, que se destacou por sua ligação emocional com torcidas fervorosas.
Inicialmente, Klopp havia declarado que sua função seria meramente simbólica, limitando-se a aparições públicas. No entanto, a realidade se revelou bem diferente. Após um ano na Red Bull, ficou claro que ele se envolveu ativamente em decisões significativas, como a contratação do jovem atacante Johan Bakayoko, que se juntou ao RB Leipzig por uma taxa de 18 milhões de euros, apesar de sua escassa contribuição em gols no início de sua carreira no clube.
O impacto de Klopp nas transferências do Leipzig é inegável. O clube, que passou por uma fase difícil na última temporada, demitiu o treinador Marco Rose, um amigo de longa data de Klopp, que o apoiou nessa decisão. A demissão de Rose e do treinador Sandro Schwarz no New York Red Bulls, ambos ex-jogadores sob a tutela de Klopp, gerou polêmica e questionamentos sobre a natureza de suas relações pessoais dentro da estrutura da Red Bull.
Apesar das demissões, Klopp demonstrou interesse em manter sua rede de contatos próximos, ao escolher Jürgen Kramny, outro ex-jogador de Mainz, como novo treinador do Leipzig. Essa decisão reflete o desejo de Klopp de criar um ambiente familiar, mas também de implementar estratégias de futebol que se alinhem com sua visão.
Klopp tem se dedicado a repensar e melhorar as táticas e estratégias da Red Bull. Sua experiência anterior em clubes que passaram por reconstruções semelhantes, como Mainz e Dortmund, pode ser um ativo valioso para o conglomerado, que busca ganhar aceitação no mundo do futebol, especialmente na Europa.
Embora Klopp tenha declarado que não pretende retornar ao cargo de treinador por enquanto, especula-se que oportunidades futuras, como assumir a seleção alemã, possam atraí-lo de volta às linhas laterais. O CEO da Red Bull, Oliver Mintzlaff, expressou confiança de que Klopp está comprometido com a empresa, mas reconhece que sua trajetória pode mudar com o tempo.
Em suma, a jornada de Klopp na Red Bull está apenas começando. Sua capacidade de transformar e elevar equipes em momentos de crise poderá ser fundamental para o futuro do conglomerado no futebol mundial. Com um histórico comprovado e uma visão inovadora, Klopp pode se tornar um agente de mudança significativo na Red Bull, mesmo que sua figura ainda não esteja na linha de frente como antes.
