O Campeonato Paulista, conhecido como Paulistão, passou por uma reformulação em seu formato, trazendo à tona uma discussão sobre o impacto financeiro para os clubes, especialmente os considerados grandes. A nova estrutura, que incorpora elementos inspirados na Champions League, promete aumentar a receita por jogo, mesmo com a redução do número de partidas nesta edição.
Em 2025, cada jogo disputado por um dos clubes de maior expressão, como Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, gerava cerca de R$ 3,6 milhões. Com as mudanças implementadas, esse valor saltou para aproximadamente R$ 4,3 milhões por partida, refletindo um crescimento de 17% na receita por jogo. Assim, com a garantia de pelo menos oito jogos, cada um desses clubes já assegura cerca de R$ 35 milhões em receitas iniciais.
Embora o total de receitas esteja abaixo dos R$ 40 milhões que os clubes recebiam anteriormente, a adaptação a um calendário mais enxuto foi bem recebida. Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo expressaram a necessidade de menos datas, o que permitirá um melhor alinhamento com o calendário do Campeonato Brasileiro e outras competições. Essa mudança, portanto, não apenas favorece a saúde financeira dos clubes, mas também facilita uma melhor gestão de suas agendas.
Além da comparação entre as receitas dos grandes clubes, é interessante notar o impacto do Paulistão em relação a outras competições estaduais e nacionais. Por exemplo, o Mirassol, clube do interior paulista, receberá cerca de R$ 10 milhões pela participação no campeonato. Esse valor é idêntico ao que o Flamengo vai arrecadar no Campeonato Carioca e superior ao montante que Fluminense, Botafogo e Vasco receberão, estimados em aproximadamente R$ 6,6 milhões cada.
Essa disparidade evidencia como o Paulistão se mantém competitivo em comparação com outros estaduais, especialmente quando se observa que o Santos, por exemplo, terá uma receita maior do que todos os clubes do Campeonato Gaúcho e do Campeonato Mineiro. Tais números ressaltam a importância do Paulistão não apenas como um torneio regional, mas como uma competição que possui relevância financeira significativa no cenário nacional do futebol.
Em resumo, a nova configuração do Paulistão, ao priorizar um aumento na receita por partida, mesmo com a diminuição do número de jogos, demonstra uma estratégia que pode beneficiar os clubes grandes em suas gestões financeiras. A expectativa é que, à medida que a competição avança, os valores adicionais gerados pelas fases finais possam acrescentar ainda mais ganhos aos clubes, promovendo um ambiente de competitividade e sustentabilidade financeira no futebol paulista.
