Na manhã do dia 19 de outubro, policiais e uma oficial de Justiça foram até a mansão de João Ricardo Mendes, localizada no Condomínio Santa Helena, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O objetivo da visita era cumprir um mandado de prisão que havia sido emitido pela Justiça na quarta-feira anterior. No entanto, ao chegarem ao local, encontraram apenas o caseiro, que informou que o empresário não era visto ali desde 28 de dezembro.
A Justiça, ao decretar a prisão, afirmou que não possuía informações sobre o paradeiro de Mendes. Não ficou claro se ele ainda estava detido no Ceará devido a um incidente ocorrido em um aeroporto ou se havia sido liberado.
Informações do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) indicam que o mandado de prisão contra João Ricardo Mendes ainda está “pendente de cumprimento”. A defesa do empresário foi contatada para esclarecer a sua localização, mas o advogado Vicente Donnici não confirmou se sabe onde Mendes se encontra. Ele, contudo, emitiu uma nota informando que considera a nova prisão inadequada, uma vez que Mendes, segundo ele, não descumpriu nenhuma medida cautelar estabelecida pela Justiça. Donnici ainda mencionou que a decisão de prisão será contestada.
Enquanto isso, muitos consumidores que se sentiram prejudicados pela empresa Hurb, da qual Mendes é um dos principais nomes, buscam justiça. O Ministério Público do Rio e o Instituto Brasileiro de Cidadania já ajuizaram ações civis públicas para garantir os direitos dos consumidores, mas ainda não houve uma sentença sobre o caso. Além disso, a Hurb não solicitou recuperação judicial e não houve um pedido formal de falência por parte da empresa. Esses fatores contribuem para a insatisfação dos consumidores que esperam a indenização pelos prejuízos.
