Os pré-candidatos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), vão usar a segurança pública como tema central de suas campanhas. O assunto já virou ponto de embate entre os dois.
Tarcísio aposta na divulgação de ações do governo em redes sociais e agendas. Haddad quer se diferenciar com novas propostas e planeja divulgar o plano para a área na semana que vem, antes do plano completo ficar pronto.
Pesquisa Quaest divulgada em abril aponta a segurança como o principal problema de São Paulo para os moradores do estado.
A coordenação do plano de governo de Tarcísio é da secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende. A proposta ainda está em elaboração, sem data para ser apresentada. Os planos podem ser registrados até 15 de agosto.
A GloboNews apurou que integrantes da Secretaria da Segurança Pública, como o secretário-executivo coronel Henguel Pereira, colaboram com o plano.
Estrategistas da pré-campanha aguardam a versão final do plano para definir os próximos passos. As redes do governador focam ações como o fim da Cracolândia, o programa Muralha Paulista, o aplicativo SP Mulher Segura e ações para recuperar celulares roubados.
Desde fevereiro, Tarcísio foi a ao menos dez agendas na área da segurança. Foram eventos de troca de comando da Polícia Militar, inauguração da Cidade da Polícia Civil de São Bernardo do Campo, reforma de delegacias e entrega de viaturas.
Um dos nomes para o Senado na chapa de Tarcísio também é da área: o ex-secretário da Segurança Pública Guilherme Derrite (PP).
Haddad vai divulgar na próxima semana o plano de segurança de sua pré-campanha, antes da versão completa, coordenada pelo deputado estadual Emídio de Souza (PT).
A decisão de antecipar foi porque o tema será um dos eixos centrais do projeto. Pesquisadores, especialistas em segurança e militares foram ouvidos para a elaboração.
O projeto terá três núcleos: combate ao crime organizado e asfixia do dinheiro de facções, com destaque para a Operação Carbono Oculto e integração das polícias em um gabinete liderado por Haddad; combate à violência com programa de proteção a mulheres, crianças e idosos; e investimento em inteligência, tecnologia e patrulhamento nas ruas.
Dois pontos terão destaque: o uso de inteligência artificial em investigações e na distribuição do efetivo policial, e a defesa da volta da gravação ininterrupta das câmeras corporais de policiais.
Haddad tem criticado a atuação do governador na área. Ele relembrou que Tarcísio foi crítico à PEC da Segurança Pública e, nesta quinta (23), criticou a remuneração dos policiais no estado.
