10/08/2026
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Agesul contrata empresa para definir anel viário em Inocência

Agesul contrata empresa para definir anel viário em Inocência

A Agesul (Agência de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) contratou a empresa Engenharia e Comércio Bandeirantes por R$ 342,6 mil para elaborar um estudo de implantação de um anel viário de 7 quilômetros em Inocência. O objetivo é retirar o tráfego de veículos pesados do perímetro urbano da cidade.

Com a instalação da fábrica de celulose da Arauco e o avanço do cultivo de eucalipto na região, a nova rota vai conectar a MS-377, que liga o acesso da cidade à BR-262, à MS-316, estrada não pavimentada que dá acesso a Paraíso das Águas e a outras rodovias do nordeste do Estado.

A contratada terá 180 dias para apresentar o desenho da obra, incluindo o projeto de pontes e a avaliação do melhor traçado. O termo de referência da licitação inclui um mapa da região e fotos da área rural para orientar o trabalho. Após a conclusão do projeto, o Estado deverá abrir licitação para a execução da obra.

O termo de referência aponta a necessidade de criar uma rota alternativa para veículos pesados como forma de evitar acidentes, congestionamentos e o desgaste das vias urbanas. A região passa por mudança na matriz de produção, com redução de áreas de pecuária e expansão das florestas de eucalipto para atender o setor de celulose, o que levou o Estado a investir em rodovias para a logística do setor.

A MS-377 passou por restauração no ano passado. A rodovia, que antes era pouco movimentada e servia de acesso a Paranaíba, hoje é usada pela fábrica da Suzano, em Ribas do Rio Pardo, para escoar a produção até um entreposto após o trevo de Inocência, onde a celulose é embarcada em trens da Ferronorte com destino ao porto de Santos (SP). À margem da rodovia, também está em construção a fábrica da Arauco, que nesta fase movimenta grande quantidade de caminhões com materiais para a obra.

O Governo do Estado vai lançar a restauração e manutenção da MS-377 e de outras rodovias da região pelo modelo Crema (Contrato de Recuperação e Manutenção Rodoviária), desenvolvido pelo BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento). O contrato abrange 228 km de estradas, do encontro com a BR-262 até a divisa com Minas Gerais, em Paranaíba, incluindo a MS-240.

O projeto do anel viário de Inocência deverá definir o traçado dos 7,1 quilômetros previstos e as condições para implantação da estrada em revestimento primário. A empresa contratada terá de elaborar estudos de drenagem e hidrologia, além de definir dispositivos de segurança, sinalização e dimensões das faixas de rolamento conforme as normas do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

O projeto também deve prever medidas ambientais, como passagens de fauna e estruturas para impedir que animais acessem a pista, seguindo orientações do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul). Nos encontros com as rodovias MS-316 e MS-377, não haverá projeto específico de interseção, mas a empresa deverá prever sinalização e dispositivos de segurança adequados. Outro ponto obrigatório é o levantamento das áreas que possam precisar de desapropriação e das autorizações correspondentes. Caso sejam necessários acostamentos, o projeto deverá seguir a legislação estadual e as normas do DNIT.

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