A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) está exigindo uma lista extensa de exames médicos de novas servidoras comissionadas, incluindo testes ginecológicos para identificar câncer do colo do útero, como colposcopia e colpocitologia oncótica, além de exames para sífilis. A lista, no entanto, não se aplica aos homens.
Um dos membros da Junta Médica da Casa de Leis, Henrique Ferreira de Brito, disse ao Campo Grande News que a Alems segue a lista adotada pelo Governo do Estado. Segundo ele, os exames são definidos de acordo com a função que o servidor vai ocupar. “Por exemplo, ele vai trabalhar numa altitude ele não pode estar hipertenso. Então o exame é direcionado e tem que ser tecnicamente justificado”, afirmou.
Questionado sobre o critério técnico para os exames ginecológicos, Brito disse que o objetivo é reforçar a prevenção. “Toda mulher tem que fazer, independente se ela vai trabalhar aqui ou não, mas aqui nossa função não é só fazer o exame admissional, é também fazer algo preventivo”, explicou. Ele afirmou que, se a pessoa tem um problema de saúde mais sério, ela precisa tratar.
O caráter preventivo, porém, não se aplica aos homens. Na lista dos futuros funcionários da Assembleia não há pedido similar, como exame de próstata. “Primeiro que é um exame físico, tem um limite de idade e tem uma sensibilidade muito maior que o exame ginecológico”, justificou Brito, que defendeu que a equivalência entre os gêneros não é necessária. “Homem e mulher não são pessoas iguais que tem que ter um exame específico. Mas isso não quer dizer que seja discriminatório, pelo contrário a gente está até dando pra mulher uma condição que ela tenha mais acesso a exames de qualidade”, finalizou.
Outros assuntos
O governador Eduardo Riedel (PP) passou a sexta-feira (17) no interior do Estado. A agenda incluiu participação na Expobel, em Bela Vista, e na Festa da Farinha, em Anastácio. Ao lado da primeira-dama, Mônica Riedel, o governador circulou entre expositores e brincou com um bebê. Ao ouvir pergunta sobre quando viria um neto, respondeu: “Rapaz…”. Riedel também lembrou que frequentava a feira aos 16 e 17 anos, quando passava férias na Fazenda Margarida e ia aos bailes do evento. “Era uns esteios de madeira, cobertura e o baile… Aqui era poeirão, chão batido”, recordou.
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) elevou de R$ 1,2 milhão para R$ 2 milhões o teto mensal para ressarcimento de transporte de analistas judiciários que cumprem mandados da Justiça gratuita fora dos fóruns. A mudança representa aumento de R$ 800 mil por mês, ou 66,7%. Se usado integralmente por 12 meses, a verba pode chegar a R$ 24 milhões no ano, contra R$ 14,4 milhões pelo valor antigo.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) passou a integrar o Comitê Estadual da Rota Bioceânica (CEG-Rota). A inclusão foi oficializada por decreto. Criado em 2024 e vinculado à Semadesc, o grupo discute logística e infraestrutura ligadas ao corredor internacional.
A diretoria da Associação Beneficente de Auxílio e Recuperação dos Hansenianos (ABARH), mantenedora do Hospital São Julião, foi reconduzida por unanimidade para o mandato de 2026 a 2029. Dos 76 associados aptos, 48 participaram da votação e confirmaram a chapa única liderada por Carlos Augusto Melke, que permanece como presidente executivo.
