10/07/2026
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Feminicida é condenado a 23 anos por matar companheira a facadas

Feminicida é condenado a 23 anos por matar companheira a facadas

O Tribunal do Júri condenou Edemar Santos Souza, de 32 anos, a 23 anos e 5 meses de prisão pelo feminicídio de sua companheira, Doralice da Silva, de 42 anos. O crime ocorreu em junho de 2025, em Maracaju, município localizado a cerca de 160 quilômetros de Campo Grande. O julgamento foi realizado nesta semana.

De acordo com o site Tudo do MS, o Conselho de Sentença aceitou integralmente a tese do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. Os jurados concluíram que o crime foi cometido com recurso que dificultou a defesa da vítima, o que agravou a pena. O regime inicial de cumprimento da pena será o fechado, e a Justiça determinou a execução provisória da condenação, mantendo o réu preso.

O feminicídio aconteceu na noite de 20 de junho de 2025, na casa de Doralice, localizada na Rua dos Pereiras, na Vila Juquita. As investigações apontam que o casal discutiu após uma crise de ciúmes. Durante o interrogatório, Edemar confessou ter matado a companheira depois de vê-la chegar em casa de motocicleta, sendo seguida por um carro.

O delegado Pedro Paiva, responsável pela investigação, afirmou que o acusado inicialmente negou o crime e chegou a atribuir o assassinato a outra pessoa. No entanto, diante das provas reunidas pela Polícia Civil, ele acabou confessando. Em depoimento, Edemar disse que perguntou à companheira se ela pretendia se relacionar com o homem que estaria no carro. Após a resposta afirmativa, ele deu um soco em Doralice, a derrubou e a atacou com golpes de faca.

Durante o julgamento, ficou comprovado que o feminicida desferiu diversas facadas, principalmente na região do pescoço. Ele também agrediu a vítima com socos no rosto, mesmo depois de ela já estar gravemente ferida. Após o crime, Edemar tentou limpar o sangue da residência, recolheu seus pertences e deixou o local empurrando uma carriola em direção ao Bairro Nenê Fernandes. Mais tarde, ele indicou à polícia onde havia escondido as roupas usadas no assassinato e a faca utilizada.

Na fixação da pena, a Justiça também considerou as consequências do crime. Doralice deixou duas filhas, que tinham 9 e 16 anos na época dos fatos e ficaram sem a mãe em decorrência do feminicídio.