Uma jovem de 19 anos, que trabalha como garota de programa, registrou uma denúncia de estupro contra um cliente na madrugada desta quarta-feira (24). O caso ocorreu em uma residência na Rua José Rosa Pires, no Centro de Campo Grande. O suspeito, um haitiano de 26 anos, foi preso depois que a vítima conseguiu pedir ajuda.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada inicialmente para atender uma ocorrência de violência doméstica. Ao chegar ao local, uma vila de casas, os policiais encontraram a vítima no último imóvel, nua e vestindo apenas uma blusa curta. No quarto, também estava o suspeito, sem roupa.
A vítima contou que combinou o programa por celular na casa do homem. Ao chegar, informou que o pagamento deveria ser feito antes. O suspeito teria dito que não tinha o dinheiro naquele momento e que esperava receber um Pix de um amigo para pagar o valor combinado.
A jovem afirmou que esperou cerca de uma hora. Ao perceber que não receberia o pagamento, decidiu cancelar o programa e ir embora. Ela tentou falar com uma amiga, mas o homem teria tomado o celular de sua mão e a impedido de sair.
À delegada, a vítima declarou que foi coagida e obrigada a manter relação sexual sem consentimento. Ela disse que o suspeito a segurou pelos braços, a empurrou sobre a cama e retirou suas roupas. Segundo a jovem, ela obrigou o homem a usar preservativo.
A amiga da vítima informou à Polícia Militar que recebeu uma ligação da jovem em estado de nervosismo. Ela dizia que queria deixar o local, mas estava sendo impedida. A testemunha achou a situação estranha e acionou o telefone de emergência. Ela foi até o endereço por transporte por aplicativo e presenciou a chegada da equipe.
De acordo com a vítima, era costume compartilhar sua localização em tempo real com essa amiga, o que permitiu que o endereço exato fosse informado à polícia.
Ainda no local, segundo a Polícia Militar, o suspeito apresentou comportamento alterado e não seguiu as ordens da equipe para sair do quarto. Foi solicitado apoio da Força Tática, que ajudou a contê-lo. Ele foi levado para a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).
Na delegacia, a vítima e a testemunha foram ouvidas durante o registro do caso. Também foi solicitado exame de sexologia forense.
