O atacante colombiano Luis Díaz disputou sua primeira partida em uma Copa do Mundo três anos após o sequestro de seus pais. O jogador, que atua no Bayern de Munique, entrou em campo representando a Colômbia no torneio realizado em 2026.
Em 2023, os pais de Díaz foram sequestrados por um grupo armado na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela. O pai do jogador ficou 12 dias em cativeiro antes de ser libertado. A mãe foi solta horas após o sequestro. O caso teve grande repercussão no mundo do futebol e gerou comoção entre torcedores e colegas de profissão.
Díaz, que na época atuava pelo Liverpool, se afastou dos gramados por algumas semanas para acompanhar o caso. Ele retornou aos treinos e jogos após a libertação do pai. O jogador passou a usar uma camisa com a frase “Libertad para mi papá” durante as partidas.
Na Copa do Mundo de 2026, Díaz foi titular na estreia da Colômbia. O atacante afirmou estar feliz no Bayern de Munique, clube para o qual foi transferido recentemente. Ele disse que o apoio da torcida e dos companheiros foi importante para sua recuperação emocional.
A história de Díaz é marcada por superação. O jogador cresceu em uma região pobre da Colômbia, onde enfrentou dificuldades como falta de água e eletricidade. Ele chegou ao futebol profissional após ser descoberto em testes em clubes locais. Sua trajetória é vista como um exemplo de ascensão social pelo esporte.
A Colômbia busca avançar no torneio com Díaz como uma de suas principais estrelas. O atacante é considerado peça-chave no esquema tático da seleção. A participação na Copa representa um marco pessoal e profissional para o jogador, que superou um período traumático para chegar ao maior palco do futebol mundial.
