Mato Grosso do Sul concentrou metade das apreensões de drogas feitas por policiais militares em todo o país em 2025. O estado, que faz fronteira com Paraguai e Bolívia, está em posição estratégica para o tráfico.
O coronel Renato dos Anjos Garnes, comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) e presidente do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares do Brasil, afirmou que, no ano passado, foram 920 toneladas de drogas apreendidas no país. Desse total, a PMMS foi responsável por 480 toneladas, o que representa quase 50%.
Segundo Garnes, o Paraná aparece logo atrás no ranking nacional, com 420 toneladas. Ele declarou que, praticamente, Paraná e Mato Grosso do Sul concentram todas as apreensões.
Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostram crescimento nas apreensões em 2025. No primeiro trimestre, as forças de segurança estaduais apreenderam 116,3 toneladas de entorpecentes, um aumento de 151% em relação ao mesmo período de 2024.
Garnes atribuiu os resultados ao trabalho na faixa de fronteira e às operações integradas entre forças estaduais e federais. Ele disse que estão dando prejuízo grande para as organizações criminosas.
O Departamento de Operações de Fronteira (DOF), uma das principais unidades de combate ao tráfico, teve em 2025 a segunda maior marca histórica de apreensões. Foram 196,5 toneladas de drogas, volume superior ao registrado em todo o ano de 2021, quando foram retiradas de circulação 195 toneladas. O aumento foi superior a 30% em comparação com 2024, quando o DOF apreendeu cerca de 150 toneladas. O maior índice histórico ainda é o de 2020, com 264 toneladas.
O comandante da Polícia Militar rebateu críticas sobre suposta falta de integração entre as polícias brasileiras. Ele afirmou que a integração existe e que o compartilhamento de informações ocorre diariamente por meio de sistemas nacionais e contato direto entre os comandos estaduais.
