Pedro Henrique Targino da Silva, de 20 anos, foi preso em flagrante após atacar o avô de 71 anos a facadas em Campo Grande. O jovem negou o crime em depoimento, mas admitiu que havia ingerido bebida alcoólica antes do ataque. Ele também responde por tráfico de drogas, tendo sido solto em audiência de custódia há cerca de 10 dias.
“Eu cheguei, deitei, dormi e acordei com a polícia”, afirmou durante interrogatório na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário).
O caso aconteceu na tarde de quinta-feira (23), na Vila Manoel Taveira. O idoso foi atacado dentro de casa e sofreu ferimentos no abdômen e no braço esquerdo. Mesmo ensanguentado, conseguiu escapar e buscar abrigo na casa vizinha, onde recebeu ajuda até a chegada do Corpo de Bombeiros. Foi encaminhado para a Santa Casa.
No interrogatório, Pedro Henrique negou ter atacado o avô. Disse ao delegado que jamais faria isso porque foi criado pelo idoso. Em outro momento, afirmou que as testemunhas estavam mentindo e que só se recordava de ter bebido antes de deitar. Questionado sobre drogas, disse ser usuário de maconha e consumir cocaína “de vez em quando”. Também disse que havia ingerido catuaba sozinho em casa pouco antes da confusão.
Testemunhas, porém, contradisseram a versão. Elas contaram que ouviram barulho de briga, sons de socos e pedidos de socorro. Uma vizinha disse que o marido subiu no muro e viu avô e neto rolando no chão. Segundo ela, ouviu o suspeito dizer: “você vai matar ou você vai morrer?”, ao que o idoso respondeu: “eu não vou matar você”.
A moradora ainda afirmou que o avô abriu o portão e saiu correndo ensanguentado para a casa ao lado. O neto teria ido atrás com uma faca, mas foi impedido pelo vizinho.
Na residência, policiais encontraram manchas de sangue na varanda e localizaram Pedro Henrique em um dos cômodos, agitado e falando frases desconexas. Foram apreendidas uma faca de cabo verde com vestígios de sangue, além do cabo e pedaços da lâmina de outra faca quebrada. Uma garrafa de bebida alcoólica também foi encontrada.
O jovem já tinha medida protetiva decretada após ameaças contra a própria mãe. Para a Polícia Civil, o histórico indica padrão de violência familiar e risco de novos crimes, motivo pelo qual foi pedida a conversão da prisão em flagrante em preventiva. Pedro Henrique segue preso e deve passar por audiência de custódia. O caso é investigado como tentativa de homicídio.
