27/04/2026
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Santa Casa: 57 pacientes em corredores por superlotação

A Santa Casa de Campo Grande enfrenta superlotação no pronto-socorro nesta segunda-feira (27). Por volta das 16h20, cerca de 90 pessoas eram atendidas no setor, apesar de o hospital contar com apenas sete leitos contratados pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O cenário, segundo o hospital, se agravou ao longo do fim de semana.

Conforme a assessoria de imprensa, ao todo, 67 pacientes estão internados neste momento. Desses, 57 estão acomodados nos corredores do pronto-socorro e outros 10 nos corredores dos andares, para onde foram levados diante da falta de espaço na emergência.

Outros 20 pacientes seguem em avaliação clínica, aguardando definição entre alta ou internação. Historicamente, pouco mais da metade desses casos evolui para internação, o que pode elevar ainda mais a ocupação nos próximos dias, conforme a assessoria.

A situação é mais delicada na área vermelha, destinada aos casos graves. O hospital informou que três pacientes permanecem desde a madrugada de domingo (26) em ventilação manual, à espera de vagas em unidades de terapia intensiva. A transferência só começou na manhã desta segunda-feira, após mais de 24 horas de espera.

De acordo com a assessoria de imprensa, a UDC (Unidade de Decisão Clínica) opera há anos acima da capacidade instalada. A sobrecarga é considerada histórica e diária, mas tem se intensificado recentemente. O hospital aponta crescimento médio de cerca de 5% ao ano nos atendimentos do pronto-socorro, sendo que aproximadamente 52% resultam em internações.

A Santa Casa explicou que, na prática, os pacientes que precisam de internação seguem aguardando leitos em corredores do pronto-socorro ou próximos às enfermarias, até que haja vaga disponível. Para tentar minimizar os impactos, o hospital afirma que adota medidas internas como o acionamento de equipes clínicas para agilizar altas, atuação do serviço social para acelerar liberações e trabalho integrado da equipe multiprofissional.

Mesmo assim, a rotatividade dos leitos enfrenta entraves. A assessoria afirmou que há casos de pacientes já com alta médica que permanecem na unidade por questões externas, o que contribui para a ocupação prolongada e reduz a capacidade de atendimento a novos casos.

O hospital classificou a situação como crítica e reforça que a sobrecarga já é crônica, exigindo medidas urgentes para garantir condições adequadas de atendimento e segurança para pacientes e profissionais.

A instituição também informou que já notificou formalmente a Prefeitura em diversas ocasiões sobre o problema e destacou que os custos excedentes não são ressarcidos, o que agrava o quadro financeiro e operacional do hospital.