Milhares de empresários enfrentam uma rotina intensa, focados em vendas, fluxo de caixa, estoque, funcionários e clientes. Em meio a essa correria, muitas vezes não sobra tempo para acompanhar as discussões e decisões do poder público que afetam diretamente seus negócios.
Uma mudança tributária, uma nova regulamentação ou uma intervenção urbana podem trazer desafios ou oportunidades. Porém, o empresário só descobre essas mudanças quando elas já estão em vigor.
O Dia Nacional do Associativismo, celebrado em 15 de julho, destaca a importância da união e da representatividade para criar um ambiente mais favorável aos negócios e ao desenvolvimento das cidades.
A ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande) completa 100 anos em 2026. Ao longo de um século, a entidade acompanhou a transformação da capital e atuou como porta-voz do setor empresarial. Hoje, reúne cerca de 10 mil associados, de micro a grandes empresas, mostrando que os desafios são compartilhados por todos.
As micro e pequenas empresas são responsáveis por cerca de 80% dos empregos gerados no Brasil em 2025. Apesar de gerarem oportunidades, seus donos muitas vezes não têm estrutura ou tempo para acompanhar debates. Por isso, as entidades representativas são importantes para promover o diálogo entre empresários, poder público e sociedade.
Em Campo Grande, temas como revitalização do Centro, mobilidade urbana, segurança, qualificação profissional e competitividade exigem participação ativa. Durante a pandemia, a atuação conjunta foi essencial para orientar empreendedores e minimizar os impactos econômicos.
O associativismo também gera conexões, oportunidades e capacitação. Na ACICG, isso ocorre por meio de rodadas de negócios, núcleos setoriais, conselhos empresariais e capacitações do HUB ACICG – Negócios & Inovação.
Ao completar um século, a ACICG reafirma que, quando os empresários se unem por objetivos comuns, fortalecem seus negócios e contribuem para o crescimento da cidade. Nenhum empresário consegue estar em todas as mesas de decisão, mas, ao participar de uma entidade forte, sua voz é representada em cada uma delas.
(*) Omar Aukar é presidente da ACICG
