O serviço de cirurgia cardíaca pediátrica da Cassems completa dois anos e já responde por 25% a 30% de todos os procedimentos do tipo realizados no Mato Grosso do Sul, considerando as redes pública e suplementar. Desde maio de 2024, foram feitas 54 cirurgias, o que representa praticamente a totalidade dos procedimentos infantis na rede privada do estado.
Antes da criação do serviço, famílias de crianças com cardiopatia congênita precisavam migrar para grandes centros, como São Paulo, enfrentando isolamento familiar e altos custos de deslocamento. Agora, o tratamento pode ser feito no próprio estado.
O cirurgião cardíaco pediátrico, Dr. Guilherme Viotto, afirmou que o impacto vai além dos números. Segundo ele, transferir uma criança por 1.000 quilômetros para uma cirurgia de grande porte gera um impacto sociofamiliar e emocional grande. Na maioria dos casos, a mãe acompanha o paciente e o pai não consegue se liberar do trabalho.
A ecocardiografista pediátrica, Dra. Camila Lino, destacou que a estrutura disponível no estado quebra a barreira do medo do desconhecido. Ela disse que as famílias se sentem acolhidas ao saber que o hospital tem estrutura comparada a grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro ou Curitiba.
O Hospital Cassems já tinha centro cirúrgico equipado e UTI, mas o serviço especializado foi montado do zero. A equipe médica, de enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e técnicos de enfermagem trabalhou de forma alinhada para oferecer o melhor atendimento às crianças.
Para o futuro, a Dra. Camila Lino disse que a complexidade dos casos aumentou ao longo dos dois anos e que a equipe se sente madura para acolher e fazer o melhor tratamento possível. O objetivo é aumentar o número de pacientes beneficiados.
A Cassems afirmou que o investimento na linha de cuidado materno-infantil garante que, em momentos de urgência, o associado não precise sair do estado para buscar socorro para os filhos.
