08/07/2026
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Clima tenso na Depac: advogados e policiais se desentendem

Clima tenso na Depac: advogados e policiais se desentendem

A movimentação dos presos da Operação Gutenberg causou um clima tenso na Depac nesta terça-feira (7). Com a delegacia lotada após a ação do Gaeco, advogados reclamaram da demora para falar com os clientes. Do outro lado, policiais argumentaram que o dia rompeu a rotina: além dos 16 presos da operação, a equipe seguia atendendo ocorrências comuns e outros serviços que dependiam da unidade.

Um dos policiais chegou a dizer que não iria deixar outros atendimentos esperando para liberar acesso à defesa. Um advogado passou a gravar a situação e afirmou que levaria o vídeo à corregedoria. O clima só esfriou depois que o delegado Edson Caetano chamou os advogados para uma conversa reservada e explicou que a delegacia enfrentava um dia atípico pelo volume de presos.

Representantes de servidores públicos participaram de uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo da Ageprev na semana passada para discutir como reduzir o déficit do regime de previdência. Pela legislação, quando faltam recursos, o poder público deve cobrir as contas. Uma minuta de projeto de lei está circulando com um plano para equacionar a falta de recursos.

Um dos cenários avaliados é que o aumento do quadro de pessoal, como o concurso anunciado para 2 mil professores, possa ajudar a Ageprev a elevar a receita com as contribuições. A agência recebe os descontos dos salários dos servidores efetivos e uma cota-parte do Governo, além de aportes adicionais para fechar as contas. Pessoas contratadas e comissionadas não participam do fundo da Ageprev e contribuem para o regime geral da Previdência, o INSS.

Um advogado ingressou com ação popular na Justiça de Campo Grande para tentar cancelar incentivo fiscal concedido ao frigorífico JBS. A concessão ocorreu por meio de lei aprovada pelos vereadores, prevendo nove anos de isenção de IPTU e um ano pagando apenas metade do tributo, além de isenção de ISSQN para as obras. O juiz responsável já pediu uma delimitação dos atos questionados e chamou a Prefeitura para se manifestar sobre o caso.

A Sejusp empenhou R$ 300 mil para contratar três cursos práticos destinados à formação e capacitação técnica de pilotos de helicóptero. A contratação foi feita para atender a Coordenadoria-Geral de Perícias, conforme registro publicado no Diário Oficial do Estado. O serviço será prestado pela empresa Plano de Voo Escola de Aviação Civil Ltda, com recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública.

A Sejusp também contratou 55 vagas em um curso de pós-graduação voltado à saúde mental e ao bem-estar na segurança pública, por R$ 29.975 para o Instituto Sul-Mato-Grossense de Ensino Superior Ltda. A contratação tem vigência até setembro de 2026. A capacitação é voltada à formação de profissionais que atuam nas áreas de segurança pública, com foco em saúde emocional e condições de trabalho.

O vereador Maicon Nogueira (PP) confirmou que desistiu de disputar uma vaga de deputado estadual em 2026. Segundo ele, a decisão foi motivada pelo trabalho na Câmara de Campo Grande. “De 29 vereadores, não cabem em uma mão os que fazem oposição ao modelo de gestão. Hoje é mais necessário que eu permaneça vereador do que assumir o desafio de disputar uma vaga de deputado estadual”, afirmou.

Maicon também atribuiu sua saída da lista de pré-candidatos ao desgaste com o PP por se recusar a apoiar a prefeita Adriane Lopes (PP). “Eles propõem que eu faça uma aliança com a prefeita, eu nego, e está tudo certo. Eu tenho essa liberdade”, disse. Segundo o vereador, o partido retirou seu nome da relação de pré-candidatos esperando que ele negociasse uma mudança de postura. “Esperavam que eu fosse negociar, pedir ou impor alguma condição. Mas eu não vou fazer isso”, completou.

A disputa pelo contrato de gestão do Hospital Regional de Ponta Porã ganhou mais um capítulo no TCE. O Tribunal determinou que a SES retire 2 pontos da nota do Instituto Social Mais Saúde, após questionamento de outra entidade participante do chamamento público. A discussão ficou concentrada no critério “Valor em Saúde”. O instituto havia recebido 4 pontos, mas a área técnica do Tribunal concluiu que faltou comprovação de profissionais específicos para a implantação do modelo.