Uma farmácia localizada na Rua Engenheiro Paulo Frontin, no Bairro Los Angeles, em Campo Grande, foi fechada após uma fiscalização flagrar a venda irregular de medicamentos controlados e antibióticos. O gerente do estabelecimento foi preso em flagrante e levado para a delegacia, mas foi liberado após pagar fiança de R$ 3.242. Centenas de caixas de medicamentos foram apreendidas e serão descartadas.
A ação aconteceu depois que uma denúncia foi enviada à Vigilância Sanitária informando que a drogaria vendia medicamentos que exigem controle especial sem ter autorização para isso. A fiscalização contou com o apoio da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) e do Conselho Regional de Farmácia.
Durante a vistoria, os agentes descobriram que medicamentos psicotrópicos, que só podem ser vendidos com receita médica retida, e antibióticos eram comercializados de forma irregular. Segundo a investigação, os produtos eram vendidos sem a apresentação e retenção das receitas exigidas por lei.
Outro problema encontrado foi o local de armazenamento dos remédios. Eles estavam guardados em um banheiro desativado, usado como depósito improvisado. O ambiente não tinha as condições adequadas para conservar os produtos, que precisam de controle de temperatura e armazenamento específico.
Preso em flagrante
Por causa das irregularidades, o farmacêutico responsável pela farmácia foi preso em flagrante por crime contra as relações de consumo. Todo o estoque irregular foi apreendido pela Vigilância Sanitária e será descartado por estar impróprio para consumo. A operação foi feita pela Decon, Vigilância Sanitária Municipal e Conselho Regional de Farmácia, como parte de uma investigação sobre a venda irregular de medicamentos em Campo Grande.
A drogaria já tinha sido fechada em 2019 por falsificar a data de validade de medicamentos. Na época, os responsáveis colocavam adesivos para alterar os prazos de vencimento dos produtos. Foram apreendidas 421 etiquetas que seriam usadas na adulteração. Também foram recolhidos cinco carimbos de médicos psiquiatras e clínicos gerais, além de anti-inflamatórios e analgésicos. A Justiça Estadual fixou fiança de R$ 29.940 ao homem preso em flagrante naquela ocasião.
