14/07/2026
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Mulher morta no Inferninho tratava suspeito como filho

Mulher morta no Inferninho tratava suspeito como filho

A Polícia Civil informou que a mulher encontrada morta na região do Inferninho, em Campo Grande, tratava o principal suspeito como se fosse filho. Giovana Castura Werner, de 52 anos, foi assassinada e, segundo as investigações, o homem apontado como líder do grupo criminoso usou o celular e as contas bancárias dela para transferir cerca de R$ 10 mil entre os envolvidos no crime.

A informação foi divulgada nesta terça-feira (14), dia em que quatro suspeitos foram presos durante operação da DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa). De acordo com a polícia, a proximidade entre a vítima e o suspeito era grande. Ele tinha acesso à senha bancária dela e, após o assassinato, fez as transferências para sua própria conta e depois dividiu o valor com outros integrantes do grupo.

O dinheiro foi movimentado pelo celular de Giovana, que desapareceu no dia do crime e ainda não foi encontrado. O valor exato retirado das contas depende da análise dos extratos bancários, mas a estimativa atual é de R$ 10 mil.

Quinto suspeito recebeu R$ 500 para esconder o corpo

A investigação também identificou um quinto suspeito durante as diligências desta terça. Segundo a DHPP, ele participou da ocultação do cadáver e da desova do veículo usado no crime. Ele teria recebido R$ 500 pelo serviço. A polícia informou que ele não participou da execução, mas ajudou os investigados a dificultar a descoberta do homicídio. Ele prestou depoimento e teve a participação formalizada no inquérito, mas não foi preso.

A operação cumpriu quatro mandados de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão em diferentes regiões de Campo Grande. Os nomes dos presos não foram divulgados.

Após as prisões, os investigados foram interrogados. Quatro deles admitiram participação nos fatos, mas apresentaram versões diferentes sobre a dinâmica do crime, especialmente sobre quem teria atirado em Giovana e quem mandou executá-la. O homem apontado como líder do grupo negou envolvimento e disse que está sendo responsabilizado injustamente.

As prisões têm prazo inicial de 30 dias. A DHPP pretende analisar os dados bancários e telefônicos dos envolvidos e confrontar as versões dos depoimentos.

O caso

Giovana Castura Werner foi encontrada morta no dia 24 de março, na Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande. O corpo tinha um ferimento de bala na cabeça. Familiares disseram à polícia que ela saiu de casa para fazer cobranças e não voltou. No dia seguinte, a DHPP encontrou o carro dela abandonado em uma área de mata no Jardim Colúmbia.

Dentro do veículo foram achados vestígios de sangue, um projétil e uma pá. O celular da vítima nunca foi recuperado. A principal linha de investigação aponta para um desentendimento por causa de cobranças de dívidas e agiotagem. A Polícia Civil afirma que ainda trabalha para esclarecer a motivação do crime e a participação de cada um dos envolvidos.