26/06/2026
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Mulheres são 71% dos juízes, mas minoria no topo do TJMS

Mulheres são 71% dos juízes, mas minoria no topo do TJMS

Mulheres são maioria entre juízes de primeiro grau no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), mas seguem minoria no topo da carreira. Dados do relatório Justiça em Números 2026, divulgado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), mostram que elas representam 71,6% dos magistrados de primeiro grau no Estado, mas apenas 32,3% dos desembargadores.

O contraste aparece no levantamento sobre participação feminina na Justiça estadual. No primeiro grau, entram juízes titulares, substitutos e auxiliares, além de integrantes das turmas recursais. Já no segundo grau, o cálculo considera os desembargadores, sem incluir juízes substitutos de segunda instância.

Na composição atual do Tribunal de Justiça há cinco mulheres: Ana Carolina Ali Garcia (recém-empossada), Elizabete Anache, Jaceguara Dantas da Silva, Elisabeth Rosa Baisch e Sandra Regina da Silva Ribeiro Artioli. O Pleno do TJMS é composto por 20 magistrados.

O próprio CNJ aponta que, em geral, quanto mais elevado o nível da carreira, menor é a participação feminina. Nos tribunais brasileiros, as mulheres são 41,7% entre juízes de primeiro grau e 24,2% entre desembargadores. Em Mato Grosso do Sul, a presença feminina no primeiro grau é bem maior do que a média nacional.

O relatório Justiça em Números é a principal publicação estatística do Judiciário brasileiro. A edição de 2026 reúne informações de estrutura, pessoal, orçamento, produtividade, tempo de tramitação e perfil dos tribunais, com dados referentes ao ano-base de 2025. No caso do TJMS, o levantamento reforça um ponto simples: a magistratura estadual já tem maioria feminina no primeiro grau, mas o poder de decisão no topo ainda é majoritariamente masculino.

Em outro levantamento do mesmo relatório, o TJMS aparece com desempenho acima da média nacional em acordos judiciais, mas fica abaixo em eficiência processual. O tribunal também caiu no ranking geral de produtividade, embora tenha o terceiro maior custo por magistrado do país. Esses dados indicam desafios na gestão de recursos e na agilidade dos processos, mesmo com a alta taxa de conciliação registrada pela corte estadual.