Os pais da bebê Ayla Godoy de Oliveira, de três meses, que morreu após ficar uma semana internada em estado grave no Hospital Regional, vão responder por homicídio doloso qualificado. A decisão judicial transferiu o caso da Vara Especializada em Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Veca) para a 1ª Vara do Tribunal do Júri.
Ashley Alves Godoy, de 18 anos, e Thiago de Oliveira Alves, de 20, negam ter agredido a criança. Eles estão presos desde o dia 20 de junho, quando a menina deu entrada no hospital. O juiz Ronaldo Gonçalves Onofri considerou, para mudar a tramitação do processo, que a Polícia Civil já havia indiciado o casal por homicídio doloso qualificado.
“A constatação de múltiplas marcas de lesão pelo corpo de um lactente de três meses de idade, associada ao quadro de parada cardiorrespiratória decorrente de broncoaspiração de leite materno e posterior óbito por morte encefálica, afasta a hipótese jurídica originária de crime de maus-tratos”, escreveu o magistrado na decisão.
Ayla morreu na manhã de 25 de junho. Ela deu entrada no Hospital Regional de Campo Grande com múltiplas lesões pelo corpo e suspeita de agressões. Inicialmente, a suspeita era de broncoaspiração. Durante o atendimento, porém, os médicos encontraram hematomas, escoriações, inchaços e fraturas nas costelas. As lesões foram consideradas incompatíveis com a versão apresentada pelos pais.
Em depoimento à polícia, Ashley disse que usava maconha diariamente e que o casal consumiu a droga na véspera da internação da bebê. Os dois também afirmaram que já tinham visto manchas e marcas no corpo da menina dias antes de procurarem ajuda médica.
