05/08/2026
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Fifa é acusada de chantagem por federação da Jordânia

O presidente da Federação de Futebol da Jordânia, Ali Bin Al Hussein, acusou a Fifa de chantagem e negou apoio ao presidente da entidade, Gianni Infantino. A declaração foi dada em meio a uma série de reclamações sobre a organização da Copa do Mundo de 2026 e outros torneios.

Segundo Ali Bin Al Hussein, a federação enfrentou problemas para levar torcedores aos Estados Unidos, incluindo a recusa de vistos mesmo para quem tinha ingressos. Ele também citou os altos preços dos bilhetes e a cobrança de impostos pelo governo americano, repassados pela Fifa, sobre a participação da seleção jordaniana no Mundial. Para ele, o dinheiro que deveria ser destinado a jogadores e funcionários acabou comprometido.

Outro ponto levantado foi o atraso no pagamento da premiação pela participação na Copa Árabe, realizada no Catar em dezembro. O dirigente afirmou que os valores referentes à final ainda não foram enviados, enquanto a Fifa anuncia reservas bilionárias.

Ali Bin Al Hussein disse que a entidade se recusou a ajudar a federação em diversos assuntos até que, durante a Copa do Mundo, recebeu uma proposta verbal: o apoio público a Infantino abriria caminho para a resolução dos problemas. O presidente da federação jordaniana classificou a situação como chantagem e afirmou que não pretende ceder.

“Temos orgulho de defender valores éticos na Jordânia. Não o apoiamos antes e certamente não o faremos agora”, disse. A declaração ocorre em um momento de debate sobre propostas do presidente da Fifa para a criação de uma empresa que administraria competições da entidade.

O presidente da CBF, Samir Xaud, também se manifestou sobre o tema. Ele afirmou que é “um pouco contra” a proposta de Infantino e que discutirá o assunto com a Conmebol. A Fifa ainda não respondeu às acusações do dirigente jordaniano.

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