05/08/2026
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Rússia ataca Kiev e causa megaincêndios; veja vídeos

Forças russas lançaram um ataque aéreo de grandes proporções contra Kiev na madrugada desta quarta-feira (5), destruindo infraestrutura logística civil. A ação é uma resposta à campanha ucraniana contra centros de distribuição na Rússia.

De acordo com o assessor presidencial ucraniano Serhii Beskrestnov, conhecido como Flash, o inimigo iniciou uma nova fase da guerra de atrito, atacando diferentes alvos. Pelo menos uma pessoa morreu, e equipes seguem em busca de desaparecidos e no resgate de feridos.

O ataque contou com cerca de 30 mísseis balísticos e centenas de drones, começando logo após a meia-noite e se estendendo pela madrugada. Os mísseis aproveitam a falta de interceptadores para os dez sistemas americanos Patriot, únicos capazes de tentar barrar a ameaça, enquanto os drones sobrecarregam as defesas antiaéreas de baixa altitude.

Imagens divulgadas em redes sociais mostraram incêndios de grandes proporções na paisagem noturna. Um bairro chegou a entrar em alerta por vazamento de amônia em uma indústria, sem consequências. Um centro logístico da varejista digital Rozeska foi atingido e pegou fogo. O shopping Epitsentr, o maior de Kiev para artigos de casa e construção, foi destruído por um ataque direto. Depósitos da empresa de entregas NP e da rede de supermercados Novus também foram alvejados.

Algumas imagens indicam o uso de ogivas de fragmentação, possivelmente de mísseis balísticos Iskander-M. Esse tipo de arma é condenado por diversos países, mas Rússia e Ucrânia já a utilizaram no conflito.

Essa ofensiva responde à campanha ucraniana iniciada em 18 de julho contra centros logísticos da Wildberries, maior varejista online russa. As unidades atingidas ou destruídas afetaram o sistema de entregas no país, pressionando Putin entre apoiadores de classe média. Nesta terça, um depósito de uma distribuidora na região de Moscou foi destruído em um ataque com drones que matou cinco pessoas.

Putin segue com aprovação acima de 70%, segundo pesquisas independentes, mas abaixo dos mais de 80% habituais. O presidente russo já enfrentava danos causados por ataques a refinarias, que levaram a racionamento de combustível e veto à exportação de gasolina e diesel. Zelenski também mirou o comércio graneleiro russo no mar Negro, atingindo mais de cem embarcações.

Putin respondeu bombardeando navios e infraestrutura portuária ucraniana, cuja perda de capacidade exportadora ultrapassa 30%. A Rússia precisou redirecionar parte do comércio para outros portos. A empresa Fesco, subsidiária da Rosatom, parou suas operações no mar Negro após ter um navio afundado no sábado.

Zelenski espera que a escalada force os russos a voltarem à mesa de negociação, interrompida desde que a mediação americana de Donald Trump foi suspensa devido à guerra no Irã. Na segunda-feira, o ucraniano afirmou que trabalha para encerrar o conflito até o começo do inverno no Hemisfério Norte.

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