24/06/2026
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Plano Diretor de Três Lagoas é aprovado em meio a protestos e denúncias

Plano Diretor de Três Lagoas é aprovado em meio a protestos e denúncias

O advogado popular e doutorando em Geografia pela UFMS, Lucas Bocato, escreveu um artigo sobre a aprovação do Plano Diretor de Três Lagoas (MS). Ele relata que a votação ocorreu na noite de segunda-feira (23) e resultou em 11 votos a favor e 4 contra.

Bocato afirma que acompanhou de perto a disputa pelo plano nos últimos meses. Ele descreve o processo como uma construção feita com a participação da população, que não aceitou ver o futuro da cidade decidido a portas fechadas.

O autor agradece aos cidadãos, líderes comunitários, estudantes e trabalhadores que lotaram a Câmara Municipal. Ele diz que a comunidade reivindicou o direito de ver o projeto rejeitado e deu uma aula de democracia.

Bocato faz um reconhecimento público aos vereadores que votaram contra o projeto: Maria Diogo, Marco Silva, Davis Martinelli e Pedrinho Jr. Ele destaca a coragem deles na construção de debates e pareceres contrários.

O artigo também elogia o papel de professores e pesquisadores de universidades públicas e institutos de pesquisa. Segundo Bocato, eles trouxeram conhecimento técnico ao debate. Ele critica a Prefeitura e seus aliados por ignorarem notas técnicas e pareceres acadêmicos, dando ouvidos apenas aos interesses do mercado imobiliário.

O autor descreve o plenário como um espaço de contraste entre a maioria da população presente e a concentração de renda de alguns poucos. Ele afirma que o voto da maioria dos vereadores foi um ato de vassalagem para latifundiários e especuladores.

Bocato critica a postura de alguns parlamentares da base aliada. Ele diz que eles operaram um rolo compressor para aprovar um texto com ilegalidades. O autor também rebate a alegação de que os protestos não eram democráticos, defendendo a vaia como uma ferramenta legítima do povo.

O artigo conclui que o placar de 11 a 4 reflete a força temporária da situação, mas a ocupação do plenário pela população representa uma força permanente. Bocato afirma que a aprovação do projeto não encerra a luta pela gestão democrática da cidade.