Em um cenário de escassez de mão de obra qualificada, profissionais com longa trajetória no mercado de trabalho se tornam um diferencial. O tema é abordado em artigo publicado em 29 de abril de 2026. A experiência contribui para empresas mais equilibradas e preparadas para desafios futuros.
Algumas empresas têm dificuldade para contratar pessoas qualificadas. O problema não é apenas a falta de conhecimento, mas também questões comportamentais. Ao mesmo tempo, há muitos profissionais experientes disponíveis. Segundo a revista Você S/A, o preconceito, inclusive relacionado à idade, é um dos principais desafios para preencher uma vaga.
A população brasileira está envelhecendo, com mais vida e vigor. Muitas pessoas chegam aos 65, 70 ou 80 anos com energia e vontade de continuar produzindo. No entanto, ainda existem rótulos e barreiras que excluem esses profissionais. Há quem pense que profissionais mais velhos têm dificuldade com tecnologia, rendem menos ou resistem a mudanças. Na prática, a experiência mostra o contrário: eles agregam conhecimento sólido e cautela para decisões importantes.
Em ambientes que estimulam o aprendizado e o respeito, esses profissionais tendem a ser mais valorizados. Mostram-se disponíveis e abertos ao novo. Podem ser comprometidos, responsáveis e estáveis.
Com as experiências profissionais e pessoais, desenvolvem habilidades interpessoais como controle emocional, visão ampla das situações, capacidade de lidar com problemas e tomar decisões com segurança. Esses fatores comportamentais influenciam a interação com a equipe e os resultados.
Profissionais experientes também atuam como conselheiros. Em grupos com diferentes faixas etárias, contribuem com os mais jovens, compartilham conhecimento e fortalecem a identidade cultural.
Empresas com colaboradores de diferentes idades tendem a ter ambiente mais saudável, entregas consistentes e menor rotatividade. Apesar disso, muitas permanecem inflexíveis nos modelos de contratação tradicionais. A evolução mental dentro das organizações é necessária para se tornarem mais inclusivas.
Essa postura inclui programas de contratação de profissionais 60+, jornadas flexíveis como meio período ou consultoria, e incentivo à atualização contínua. Construir uma cultura que valorize a diversidade é um posicionamento estratégico.
No Dia do Trabalhador, fica o convite à reflexão sobre valorizar o trabalhador e o resultado de seu trabalho. Bons profissionais não têm idade e talentos não saem de cena.
O artigo é de Kelli Aparecida da Silva Pontes, psicóloga e pós-graduada em saúde mental, que atua na Fundação João Paulo II. Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião do portal.
